segunda-feira, 4 de julho de 2011

domingo, 3 de julho de 2011

E assim foi vendido o último lote, de Indianópolis.

B''H

Yom rishon, Tammuz 1, 5771 (03.Jul.11 E.C.)

שיר המעלות

Loteamento do Bairro de Indianópolis, 1813 - 2011

pronto. ACABOU e ponto.

Não há mais o porquê de se lutar ou brigar.
Não há mais o porquê de se discutir e ainda nem razão para se pensar em tal assunto.
Infelizmente e em conseqüência de vaidade e egoísmo, o que originalmente foi o "Sítio da Traiçao", acabou.

Adquirido pelo avô de minha avó, Alberto Hugo de Oliveira Caldas, a 16 da maio de 1913, adquiridas dos descendentes de Joaquim Pedro Celestino, o qual adquiriu tal propriedade dos descendentes do Capitão Manoel José de Moraes e sua esposa Dona Anna Rosa, que a 10 de março de 1835 arremataram o lote de terras constituindo o "Sítio da Trahyção", que posteriormente foi dividido em duas partes, sendo metade doada a seu genro, Major Manuel Vieira de Moraes, em 1856 e cuja outra parte em herança à sua filha D. Anna Justina de Moraes e Silva e que a 10 de abril de 1870, venderam ao dito Joaquim Pedro Celestino.

Infelizmente ela, minha avó, é e sempre será a principal responsável pelo acontecido nesta semana e se existem outros que possam ser responsabilizados, são todos aqueles que sempre estiveram por aí, de carona e nunca tiveram coragem ou sequer mera vontade de discutir com a "tia Aracy", dizendo-lhe a verdade dos fatos ao ponto de que esta parasse de se comportar como sempre o fez, vivendo embriagada em vaidade... Ou seja, tais 'responsabilizáveis' somos nós, os cinco netos e nossos pais, os filhos dela.

E porque não devemos e não nos cabe se isentar da responsabilidade perante aquilo que D-us nos deu de graça, para que administrássemos e assim fosse possível às próximas gerações disso desfrutar sem muito esforço.

Já estava tudo perdido há muito tempo e se perguntam houve a chance de se salvar? Sim ela foi concedida... Quando me mudei para de volta para minha casa em junho de 2001 e junto de meu pai, comecei a tentar atualizar a documentação das casas e outros terrenos que há sessenta anos se encontravam "em nome de espólio" e fomos barrados por que custaria 4% do valor venal dos imóveis, para quê fosse colocada toda a documentação em dia... E foi decidido em se descartar qualquer  idéia por causa do custo, esse que seria menor do quê se paga hoje um carro de luxo novo...

Mas saiba-se e que fique notório: Só assim poderíamos ter descoberto sobre todos os impostos os quais minha avó não pagou durante décadas, por achar que não devia ou não tinha quê pagar ou até ainda, por pura negligência.

E não quero ser visto como santo ou como mártir. Vamos deixar bem claro que ao menos eu lutei a boa luta e por quase dez anos de minha vida, e como minha irmã pôde amargamente assistir em sofrimento calado, fui rotulado de "desagradável" e "trouble starter" e, agora que finalmente perdi, ou melhor, "perdemos", ainda tenho que finalmente descobrir que a pior punição de todas é estar vivo, pois que (halavay, B'SD) o pior ainda pode não ter nos acontecido.

Essa foi à última chance que D-us nos deu e ainda assim preferimos não olhar, ignorando tudo, pois que isso iria custar trabalho e iria custar algum dinheiro a todos nós... E ninguém quis saber de apertar o cinto na devida hora e preferiu-se por não pagar.

No entanto, ainda teríamos e seríamos os donos daquilo que hoje, oficialmente não está mais em nome de nossa família, os descendentes de tal Fernando Arens Junior.

E nesse momento todos apontarão seus dedos uns contra os outros, mordendo-se e arrancando-se aos pedaços, como cães raivosos ao passo que no mesmo instante, nossos primos, parentes e todo o resto de nossa "família", a quem de alguma forma ajudamos nos últimos 30 ou 40 anos, se afastarão fingindo não saber de nada e inclusive muito em breve, fingindo não nos conhecer.

Mas sempre vão lembrar-se da "tia Aracy que tinha muito..."

"Sitio da Traição", hoje o "Bairro de Indianópolis", may it rest in peace; 1833 a 2011. Que a próxima geração não se esqueça da história, pois o que recebemos hoje são os pecados do pai visitando às 3ªs e 4ªs gerações e lembrem que tudo isso é fruto de pais ausentes preocupados demais em desfrutar a vida e que não educaram apropriadamente aos filhos, no começo do século XX.

De novo, prova de que a história ainda se repete e quando se alcança certo conforto, o homem se esquece de seus dias de frio e de tudo o que custou às gerações anteriores para estarmos hoje aqui, pois somos "mais ricos e claramente mais abençoados que os outros por vontade divina", e que nada devemos ou necessitamos fazer para manter e muito menos pensar em melhorar, aquilo que já existe.

E temos de novo bom motivo para chorar pelos próximos quarenta anos, no deserto.


לא לשכוח את הסליחות, לא לשכוח את צדקה,  לעולם אל תשכחו למה אנחנו כאן  


Caio Luis Pereira de Sousa, o neto.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

NEGOCIADOR PALESTINO FALA “EM NOME DO BRASIL


que vergonha: como se não houvessem problemas por aquí???!

O Brasil é parceiro central na campanha pelo reconhecimento do Estado palestino, que será levada à Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro. Foi o que declarou Nabil Shaath, um dos principais dirigentes e negociadores palestinos. Segundo ele, o Brasil manteve a política do governo Luiz Inácio Lula da Silva de angariar apoio internacional ao reconhecimento da Palestina. “O Brasil nos ajudou e continua ajudando”, disse Shaath em Ramallah, na Cisjordânia, capital provisória da Autoridade Nacional Palestina (ANP). “O governo de Dilma Rousseff está seguindo os passos do nosso querido amigo Lula da Silva”, acrescentou.

Nesta semana, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) oficializou a decisão de pedir o reconhecimento do Estado palestino na ONU, em setembro. A formulação exata do pedido ainda está sendo definida. Mas, basicamente, os palestinos querem que a ONU reconheça seu Estado nas fronteiras antes da Guerra dos Seis Dias arábico-israelense de 1967, para que a Palestina seja aceita como membro da organização.
O plano é fortemente criticado pelo Governo de Israel, que abriu uma contraofensiva diplomática para tentar frustrá-lo. Para o Governo israelense, trata-se de uma ação unilateral que viola um dos princípios dos acordos assinados com os palestinos, o de que a solução do conflito deve ser obtida em negociações.

Os norte-americanos também já comunicaram que são contrários à iniciativa. Contudo, Shaath manifestou esperança de que Washington evite o poder de veto contra o plano. durante a reunião do Conselho de Segurança, em setembro.


Após avaliar o pedido, o Conselho decidirá em votação se recomenda a adesão da Palestina na condição de membro da ONU. Caso isso aconteça, os palestinos precisariam da aprovação de pelo menos dois terços dos votos da Assembleia Geral, constituída de 128 países. Shaath calcula que esse número será alcançado com facilidade, pois até o momento 117 governos já declararam apoio à declaração palestina. Na América Latina, somente Colômbia e México não atenderam ao pedido. (da Folhapress)